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Rolamento de Agulhas Pesado do Atlas Copco RD18U no Brasil

2026-04-29 18:56:14
Rolamento de Agulhas Pesado do Atlas Copco RD18U no Brasil

O complexo Carajás da Vale, no norte do estado do Pará, apresenta um perfurador com um problema que não é aparente na superfície e só se torna evidente quando as falhas nos rolamentos começam a se concentrar em uma profundidade específica de perfuração. O corpo mineral de Carajás é uma formação bandada de minério de ferro (BIF), onde os 80% superiores da reserva consistem em limonita mole e friável e hematita enriquecida — facilmente perfuráveis, com baixo torque de rotação e cargas sobre os rolamentos bem dentro da faixa projetada. Abaixo de 150–200 metros, a limonita cede lugar à hematita silicosa dura, cujo teor de SiO₂ aumenta de menos de 1% para 8–12%, enquanto a resistência à compressão uniaxial (UCS) sobe de 40 MPa para cerca de 160 MPa, e a sílica abrasiva desgasta todas as superfícies dos rolamentos com os quais a coluna de perfuração entra em contato. Os perfuradores RD18U que operam sem problemas por 1.200 horas na zona superior macia podem consumir um rolamento de agulha em apenas 600 horas assim que o programa de perfuração atinge a zona de transição mais dura e rica em sílica — o mesmo equipamento, mas em profundidade diferente, com vida útil distinta dos rolamentos.

O rolamento de agulhas no motor de rotação Atlas Copco RD18U suporta as cargas radiais provenientes do engrenamento do trem de engrenagens, enquanto o eixo transmite o torque ao acionador. Na zona macia de Carajás, essas cargas radiais são baixas e o rolamento opera em temperaturas reduzidas. Na zona de hematita silicosa, a demanda de torque de rotação aumenta 40–60%, pois a formação abrasiva resiste à broca; a carga radial sobre o rolamento aumenta proporcionalmente, e partículas finas de sílica que penetram no circuito de lubrificação da haste através de vedação de lavagem desgastada migram para a gaiola do rolamento pelo caminho de drenagem do corpo de rotação.

 

Como a Transição de Profundidade Altera a Carga no Rolamento

Zona de Profundidade

Formação

UCS

Torque de rotação

Carga Radial no Rolamento

Vida Útil Observada do Rolamento

0–150 m

Limonita/hematita macia

30–60 MPa

Nível básico baixo

Linha Design

1.000–1.400 h

Transição de 150–300 m

BIF mista

60–120 MPa

Moderado

25–40% acima da linha de base

700–1.000 horas

Silicoso com mais de 300 m

Hematita silicosa dura

120–170 MPa

Alta e sustentada

50–70% acima da linha de base

500–700 horas

 

O Caminho de Contaminação que Reduz a Vida Útil dos Rolamentos

Partículas finas de sílica provenientes da zona de hematita silicosa não chegam ao rolamento de agulhas apenas através do óleo hidráulico — esse caminho de contaminação é filtrado. Elas chegam por meio do circuito de drenagem do corpo de rotação: a tubulação de drenagem que remove o óleo lubrificante usado do corpo também transporta partículas abrasivas finas que se depositaram na superfície do adaptador do eixo e foram levadas de volta ao corpo pela película lubrificante. Na zona superior macia, a superfície do eixo acumula quantidade mínima de material abrasivo, e a drenagem conduz óleo limpo. Na zona silicosa, o eixo opera contra uma formação que gera detritos finos ricos em quartzo, parte dos quais consegue ultrapassar a vedação raspadora e penetrar no corpo do eixo a cada golpe de percussão de retorno.

O indicador prático é a cor do óleo drenado: âmbar limpo na zona macia, tornando-se progressivamente mais escura com partículas finas em suspensão na zona sílica. Supervisores de perfuração brasileiros que identificam essa mudança de cor após 200 horas em um programa em formação sílica e reduzem proporcionalmente o intervalo de inspeção dos rolamentos aumentam a vida útil desses rolamentos em 30–40%, comparados àqueles que mantêm inalterado o intervalo padrão de 500 horas. A verificação da cor leva 30 segundos.

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Protocolo de Inspeção de Rolamentos para Programas Brasileiros com Profundidade Variável

Nas minas de Carajás Serra Norte e S11D, onde os programas individuais de perfuração frequentemente começam na zona mole e descem até a transição sílicea, a abordagem recomendada é um cronograma de inspeção de rolamentos adaptado à formação, em vez de um intervalo fixo baseado em horas. Quando o registro de perfuração indicar que a broca está entrando na hematita sílicea — identificada pela queda na taxa de penetração e pelo aumento simultâneo da pressão de rotação, sem qualquer alteração nas configurações de percussão — o intervalo de inspeção dos rolamentos deve ser reduzido pela metade, passando de 500 para 250 horas. Esse único ajuste, aplicado de forma consistente, alinha o cronograma de manutenção com a exposição real dos rolamentos, em vez de suposições baseadas no calendário, elaboradas especificamente para a zona mole.

A substituição do rolamento de agulhas a cada 250 horas na zona sílicea custa o mesmo que a substituição a cada 500 horas; a diferença é que um rolamento substituído após 250 horas é removido com a geometria da gaiola ainda em condições de uso. Um rolamento deixado em operação até 500 horas na zona sílicea frequentemente gera contaminação por fragmentos da gaiola, que atinge o eixo estriado do acionador e o furo do pistão-guia no mesmo ciclo de manutenção — transformando uma troca planejada de rolamento em uma substituição não planejada de múltiplos componentes. A HOVOO fornece rolamentos de agulhas pesados modelo RD18U dimensionados conforme as especificações do fabricante original (OEM) para o mercado brasileiro, disponíveis com prazos de entrega curtos a partir da distribuição em São Paulo. Referências completas em hovooseal.com.