A planta de beneficiamento mineral é uma sinfonia de redução de tamanho, classificação e separação. Equipamentos-chave, como moinhos de bolas, peneiras vibratórias e separadores magnéticos, desempenham cada um um papel específico e apresentam, cada um, um conjunto distinto de desafios para as vedações que mantêm seu funcionamento. O objetivo é sempre o mesmo: evitar a perda de lubrificante, impedir a entrada da polpa do processo e de contaminantes, e maximizar a disponibilidade operacional do equipamento

Moinhos de Bolas / Moinhos de Moagem:
Esses tambores rotativos, preenchidos com meios moedores, reduzem o minério a uma polpa fina. Os pontos de vedação incluem os mancais de apoio (que sustentam o moinho), as calhas de alimentação e as grades de descarga.
· Ambiente: Projeção de polpa abrasiva, água e, ocasionalmente, produtos químicos do processo (reagentes de flotação, modificadores de pH). O calor é gerado pela ação de moagem.
· Vedações dos Mancais de Apoio: Trata-se de vedações de grande diâmetro que protegem mancais de rolos esféricos extremamente caros. Elas devem suportar possíveis desalinhamentos e projeção de polpa. Vedações labirínticas multicamadas com lábios em FKM estão se tornando cada vez mais comuns. O FKM é escolhido por sua:
· Excelente resistência à abrasão e ao corte.
· Superior resistência química a quaisquer reagentes que possam retornar por lavagem.
· Capacidade de suportar a temperatura elevada na caixa do mancal.
· Vedações de Alimentação/Descarga: Para juntas estáticas nas tampas de alimentação e nas carcaças de descarga, o NBR é frequentemente suficiente e economicamente vantajoso, exceto quando a polpa for altamente ácida, caso em que se justifica o uso de FKM ou EPDM.
Peneiras Vibratórias:
Usadas para classificação, essas máquinas imprimem movimento linear ou circular de alta frequência às peneiras. Os rolamentos no eixo vibrador são o elemento essencial da máquina.
· Ambiente: Vibração constante de alta intensidade (alta-G), poeira proveniente do material peneirado e possível umidade.
· Vedação dos Rolamentos: O modo principal de falha é a fissuração por fadiga da borda da vedação devido à flexão contínua. Especificam-se compostos de NBR com excelente resistência à fadiga dinâmica e boa resistência ao rasgamento. O projeto da vedação frequentemente inclui uma borda com mola para manter uma força de contato constante, apesar da vibração. Sistemas de purga de graxa são fundamentais para manter a zona de contato da vedação limpa. Em peneiras que processam materiais corrosivos, vedações de CR podem ser utilizadas por sua melhor resistência ambiental.
Separadores magnéticos:
Incluem separadores magnéticos de tambor úmido (para recuperação de meios pesados) e separadores magnéticos de tambor seco com correia transversal.
· Separadores de Tambor Úmido: O tambor giratório é parcialmente submerso na polpa. As vedações do eixo impedem que a polpa entre na caixa de rolamentos. Trata-se de uma batalha clássica entre abrasão e corrosão. O FKM é frequentemente a melhor opção, pois resiste tanto às partículas abrasivas quanto aos eventuais elementos corrosivos presentes na polpa (por exemplo, água do mar em usinas costeiras ou água de processo ácida).
· Separadores Secos e Separadores de Correia Transversal: As vedações destinam-se principalmente à proteção dos rolamentos contra poeira. O NBR é o padrão, mas, se a poeira for magnética e fina (com alta probabilidade de aderir e penetrar), utiliza-se um composto com maior resistência à abrasão ou um design de duplo lábio.
Estratégias Globais de Manutenção para Otimização:
Usinas progressistas na Coreia do Sul (processamento de terras raras), na Índia (minério de ferro e carvão) e nos Estados Unidos (cobre e ouro) já ultrapassaram a simples substituição e adotaram uma gestão estratégica de vedações:
1. Listas de Materiais (BOMs) padronizadas: Criar uma BOM de vedação para toda a planta para cada tipo de equipamento (por exemplo, "Kit de Vedação para Trunnion de Moinho de Bolas – FKM") reduz erros de inventário e garante que o material correto seja sempre utilizado.
2. Análise da Causa Raiz de Falhas (RCA): Quando uma vedação falha prematuramente, ela é submetida à análise detalhada. Ela está trincada devido ao calor? Desgastada por abrasão? Inchada por ataque químico? A resposta determina se é necessário um upgrade do material (de NBR para FKM), uma alteração no projeto ou um ajuste no procedimento operacional.
3. Parceria com fornecedores para soluções personalizadas: Por exemplo, uma fábrica na Coreia do Sul que lidava com rejeitos altamente abrasivos e levemente ácidos trabalhou em conjunto com um fabricante de vedações para desenvolver uma vedação de FKM revestida com PTFE para seus separadores magnéticos úmidos, combinando a elasticidade do FKM com a lubrificação excepcional e a resistência química do PTFE, resultando em um aumento de 400 % na vida útil da vedação.
4. Integração com a Manutenção Planejada: A substituição das vedações é agendada durante a troca dos revestimentos em moinhos de bolas ou nos intervalos de inspeção dos mancais em peneiras vibratórias, garantindo que não haja tempo de inatividade adicional.
Essa visão holística —adequando o material exato da vedação (FKM para ambientes agressivos com produtos químicos/abrasivos/calor, NBR para vibração geral/poeira) à aplicação específica e gerenciando-a por meio de um programa sistemático de confiabilidade da planta —é o que distingue usinas de processamento com alta disponibilidade e baixo custo por tonelada daquelas atormentadas por constantes falhas mecânicas.
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